Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende?
Vera Clotilde Vanzetto Garcia
RESUMO – O presente artigo oferece suporte teórico para questões primárias que estão no início de qualquer atividade docente em matemática: O que é matemática? Porque ensinar matemática? Como se aprende e como se ensina? O objetivo é contribuir para a formação do professor pesquisador nas áreas de Educação Matemática e Ensino de Matemática. O estudo concentrou-se no modelo teórico do Construtivismo Social, proposto pelo educador matemático inglês Paul Ernest, que opta pelos conceitos de “falibilismo” e “conversação” para conceber Matemática. Ensino para promover o “empowerment” e a “apreciação da Matemática”, desenvolvendo ideias da teoria de aprendizagem de Vygotsky e do ensino segundo a “Educação Matemática Crítica”.
Palavras-chave – Professor de Matemática pesquisador; Construtivismo Social; falibilismo; “empowerment”; conversação; Educação Matemática Crítica.
Para acessar o texto completo clique no link: https://www.redalyc.org/pdf/848/84812732010.pdf
Após a leitura do texto, assista ao vídeo com o debate entre Ubiratan D'Ambrosio e Nilson José Machado. A seguir, elabore uma reflexão a partir dos seguintes questionamentos: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende?
ResponderExcluirA partir do questionamento da atividade docente e a matemática a autora aponta multiplicidade de concepções correspondente a cada professor, compreendendo-as como mutáveis. Deste modo não existe um conceito único sobre o que é a matemática. Discute-se conceitos tradicionais sobre a matemática que não correspondem e não respeitam os interesses dos educandos nem o seu um contexto cultural, pondo os alunos numa condição passiva; e em contrapartida a partir dos estudos e pesquisas a outros autores, apresenta uma visão falibilista, que se contrapõe a esta compreensão , centrando-se na ação, no diálogo , na resolução de problemas, dando ênfase ao modelo teórico dedicado por Paul Ernest denominado Construtivismo Social que considera adequado a responder as questões primárias. Compreende que a resposta à questão central sobre o que é matemática é influenciada pela maneira de ver e pensar dos professores, sobre ensino e aprendizagem, não havendo uma resposta única. O construtivismo social aponta para uma base conversacional, emerge desta base, um contexto onde se compartilha experiências, compreensões, crenças, que se envolve as questões sociais e comunitárias. Associa-se conforme o falibilismo às práticas sociais. O ensino da matemática compreende acessar um elemento cultural central da sociedade, que permite a compreensão da realidade social, a participação nas práticas sociais e no contexto social, diretamente ligadas à cidadania, ao que a autora chamará de “cidadania matematicamente crítica” que possam utilizar a matemática no seu contexto social. O aprender a matemática se mobiliza pelo desejo, pelos propósitos, pelas atividades que darão significados pessoais ao seu desenvolvimento, pelas visões pessoais e sociais, necessidades e interesses individuais e pelo que move cada um, e suas emoções. O ensino aprendizagem nesta perspectiva, identifica esses interesses, as motivações, os significados, os grupos culturais, o contexto e a comunidade escolar para a partir daí criar as situações de ensino aprendizagem, que possibilitem aos educandos responder aos desafios apresentados nas práticas sociais.
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ResponderExcluirO que é a Matemática? Como bem pontua o texto, a partir da forma que o professor tem o seu conceito da Matemática, o desenvolvimento será efetivado com uma direção traçada a partir dessa maneira de ver e pensar a Matemática, o seu conceito não é uma atividade fácil, pois não há um conceito linear, no entanto entendo que a melhor definição que se adequa a Matemática é defini-la como uma produção cultural e uma construção social. A Matemática tem a sua origem na sociedade, no seu desenvolvimento e aspirações e é resultado justamente do viés que toma aquela sociedade e como ratificado no vídeo pelo Professor Ubiratan D´Ambrosio é um produto de uma região.
ResponderExcluirPorque ensinar? Entendo que a finalidade de ensinar a Matemática é desenvolver as competências e as capacidades, formando uma compreensão qualitativa das ideias da Matemática. A partir do momento que a pessoa adquire essa noção da Matemática estará exercendo sua cidadania perante a sociedade, é o que o texto denomina de “cidadania matematicamente crítica”, dando o poder ao ser humano de tomar as suas decisões fincadas num conhecimento de uma ciência de caráter imperioso para exercício de sua cidadania de forma plena.
Como se ensina e como se aprende? Com esta pergunta o texto logo revela dois outros questionamentos: Qual é a melhor maneira de ensinar? Qual deve ser o papel do professor na sala de aula? E justamente a partir desses questionamentos elencados formam-se várias teorias para a devida solução, não obstante entendo que a melhor forma de ensinar é por intermédio da conversação que é baseada na troca de experiências entre os indivíduos, não somente uma posição unilateral do professor. Deverá ser travado um verdadeiro diálogo, com respeito ao aprendiz que poderá ter iniciativa em conjunto com o professor.
Referências:
Texto: Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende? (Disponível em https://www.redalyc.org/pdf/848/84812732010.pdf). Acesso em: 02 abr. 2021.
Vídeo: Educação Brasileira 179 - Ubiratan D'Ambrosio e Nilson José Machado. (Disponível em https://youtu.be/-vRBZYw_wfw). Acesso em: 02 abr. 2021
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ResponderExcluirDe acordo a minha compreensão a matemática é uma ciência que está relacionada diretamente com a vida social e cultural das pessoas, com isso de maneira descompassada a matemática vem sendo apresentada de forma desvinculada da vida dos aluno se tornando uma área de difícil conecção com as necessidades vivenciadas pelos alunos. Na sequência de idéias complemento que a matemática devera ser ensinada para proporcionar aos educandos o conhecimento dos números, do raciocínio lógico, das conexões necessárias com outras áreas do conhecimento e suas importâncias; como saber o tempo de viagem ao percorrer uma determinada distância a partir de uma determimada velocidade média, em situaçõoes simples como fazer um bolo reconhecendo as frações etc. E finalizo minha compreesão expondo as colocações do professor D`Ambrosio que os professores precisam aplicar a etnomatemática numa perspectiva inovadora no ensino da matemática, promovendo uma abordagem mais eficiente por parte dos educadores, permitindo uma leitura mais significativa´por parte dos aluinos.
ResponderExcluirCom base no questionamento explorado sobre o artigo de Garcia (2009) e a entrevista com Ubiratan D’Ambrosio e Nilson José Machado na Educação Brasileira 179, A natureza das compreensões de matemática são diversas, onde me levou ao questionamento sobre definir “o que é matemática?” muito se direciona para a lógica, dados exatos, número que é o mais comum retratado no ensino, limitando a matemática a apenas uma disciplina, o que com base nos estudos e pesquisas não dá mais para pesar dessa forma engessada, mas compreender a matemática com base nas dimensões sociais e culturais de aprendizagem. Sobre o questionamento de “porque ensinar matemática?” fico na definição de Garcia (p. 181, 2009) de que “o principal objetivo de desenvolver os conceitos, a linguagem, as ferramentas e o modo de pensar matemático que auxiliam a perceber, descrever e analisar a realidade física e social e que são postos em ação nas práticas sociais. Mas, antes de tudo, ensina-se para abrir caminhos de sucesso individual, no contexto social.” Garcia (2009) ressalta sobre uma “cidadania matematicamente critica” onde torna os sujeitos “capazes de pensar matematicamente e de usar o conhecimento e as habilidades matemáticas em suas vidas”. O que leva ao último questionamento de “como se ensina e como se aprende”, na entrevista de Ubiratan D’Ambrosio e Nilson José Machado abordam sobre a questão das disciplinas escolares, em muitas vezes criadas para tratar as relações da sociedade, como forma de tratar sobre o assunto. Mas, o ensino e aprendizagem vão além das fronteiras e delimitações de uma matéria, perpassam as barreiras escolares e entram em um contexto social, cultural de uma realidade voltada ao ensino e as experiências da vivencia em sociedade.
ResponderExcluirReferências
GARCIA, Vera Clotilde Vanzetto. Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende?. Educação, vol. 32, n. 2, p. 176-18. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Porto Alegre, Brasil, 2009. Acesso em: 04 abr. 2021.
Vídeo: Educação Brasileira 179 - Ubiratan D'Ambrosio e Nilson José Machado. Acesso em: 04 abr. 2021.
O saber matemático permeia as práticas sociais, embora o seu conhecimento seja estimado e temido. O texto de Garcia (2009) e o vídeo de D'Ambrosio(2014), nos permite refletir a forma como a matemática é apresentada de forma definida e acabada, tornando-se para os educando um conhecimento rígido e insociável de suas práticas sociais.
ResponderExcluirDiante de tais limitações do ensino matemático, engendra-se outras possibilidades de repensar a forma que os conteúdos matemáticos são aplicados no processo ensino/aprendizado. E com essa percepção os suscitados questionamentos do texto de Garcia (2009), nos provocam a refletirmos acerca da (re)configuração da prática pedagógica matemática de um professor/ pesquisador.
Ao começar a olhar os itinerários formativos dos sujeitos e sujeitas em suas construções e visões sociais que Garcia (2009), propõe a pensar: “o que é a matemática”? Vale pensar a matemática para além de uma ciência que estuda os números, visto que a matemática está imbricada por um conjunto de práticas sociais, tornando-se um saber que se aplica em diferentes contextos.
Uma outra pergunta no exercício de pensar a pratica ensino/ aprendizagem é: “porque ensinar a matemática”? Uma definição de uma linguagem matemática é a de compreender o universo através das medidas.
No entanto, deve-se pensar no despertar do educando, para que possa analisar a realidade em seus aspectos material e social, a partir da perspectiva matematizada sobre a natureza das implicações.
Nestas condições o aprender vem do ensinar, é importante questionarmos “como se ensinar e como se aprender”? Por meio de um processo dialógico de ensino/aprendizagem, assim estimulando o(a) educador(a) a conhecer o(a) educando(a), nas suas construções culturais e conhecimentos prévios.
Para que essa interação dialógica e dialética de percepções contribuam com o desenvolvimento do saber matemático no ensino e na aprendizagem. Nesse sentindo, D'Ambrosio(2014), nos convida a suscitar inclinação para um despertar matemático de forma imaginada, provocando o rompimento da construção rígida e fragmentada em seu escopo.
REFERÊNCIAS
GARCIA, V. C. V. (2009). Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende? Educação, 32(2). Disponível em: . Acessado em: 05 abr. 2021
D’AMBROSIO, Ubiratan; MACHADO, Nilson José. Educação Brasileira 179, 2014 - Disponível em: < https://youtu.be/-vRBZYw_wfw>. Acesso em: 05 abr. 2021
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ResponderExcluirA Matemática por vezes é tida como a vilã, outrora é encarada como desafio instigante, habilidades para poucos. Essa visão dicotómica, não linear, discutida pelos professores Ubiratan D'Ambrosio e Nilson José Machado em entrevista ao programa Estúdio Univesp, é evidenciada nos discursos daqueles que em algum momento da vida se depararam com essa disciplina escolar e não compreenderam suas dimensões e aplicabilidades para além da sala de aula. Em “Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende?” de Vera Clotilde Vanzetto Garcia (2009), é possível compreender que se pensar na condução da Matemática na educação é algo imprescindível aos educadores diante da melhoria do ensino. Por isso, Garcia conceitua a Matemática como sendo uma “construção humana, linguagem, pensamento, conceitos e técnicas criadas a partir do mundo, para auxiliar na compreensão do mundo. Ensina-se para desenvolver o “empowerment” e a apreciação pela matemática. Ensina-se envolvendo os alunos em atividades interessantes e a aprendizagem ocorre na discussão, interação e troca de ideias”. Através deste conceito, é evidente que a forma como as escolas têm compreendido a Matemática e suas formas de ensino e aprendizagem é distorcida da visão pela qual Garcia dialoga em seu texto, como uma área interdisciplinar que envolve diversas práticas de ensino, mas também práticas sociais que permitem aos estudantes uma visão muito mais ampla do mundo. Ademais, o artigo ainda se debruça sobre os motivos de se ensinar Matemática indicando que esse ensino esteve atrelado a jogos de interesses de grupos sociais dominantes, por isso, os motivos pelos quais se pensa na necessidade do ensino da Matemática são variados, como descritos no texto “dar oportunidades aos jovens de competir no mercado de trabalho, eis que este saber foi eleito como filtro social, presente em todos os tipos de concursos e provas de seleção; porque é patrimônio da humanidade, como a arte e como a filosofia; porque desenvolve o pensamento lógico; porque auxilia na resolução de problemas; porque é útil na vida social; porque é utilizada pelos governantes e dirigentes, para determinar os rumos da política e da economia”. Não obstante, o artigo reflete também sobre o como se ensina e como se aprende a Matemática. Nesse sentido, tem-se a defesa por práticas de ensino que não são reduzidas a transmissão de conteúdos, considerando as subjetividades dos indivíduos indissociáveis de seus contextos sociais, assim como indica o texto, o ensino da Matemática deve se basear em “uma experiência pessoal, ativa, colaborativa, intuitiva, criativa, investigativa, cultural, histórica, relacionada com situações humanas, agradável, plena de alegria e de beleza”. Para que isso ocorra, o próprio texto analisado sugere como estratégias didáticas para esse ensino, a adoção da resolução de problemas e da metodologia de projetos como fatores capazes de desenvolverem aprendizagens matemáticas dos estudantes através de situações de proposição de ideias, em que os alunos são “incentivados a testar hipóteses por si mesmos, a tentar sugerir, generalizar e comparar métodos, e a procurar outros problemas da mesma natureza que já foram previamente resolvidos. A expectativa é que, o aumento do envolvimento e da participação tenha como consequência o aumento do prazer de aprender, fruto da percepção da relevância da Matemática para o problema”. Portanto, como defende Garcia (2009) é preciso que os educadores transformem o ensino da Matemática “num verdadeiro dialogo onde existe respeito pela inteligência e espaço para a iniciativa do aprendiz”, considerando nesses momentos, principalmente, questões e objetos reais de interesse mútuo (professor-aluno) e de benefício mútuo, a fim de alcançar a fundamentabilidade da Matemática, ou seja, construir conhecimentos que não se esgotam na fragmentação disciplinar, mas que se expandem para além da escola como defendem os professores Ubiratan D'Ambrosio e Nilson José Machado na entrevista em destaque.
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ResponderExcluirNa leitura e reflexão do texto " Fundamentação teórica para as perguntas primárias: o que é matemática, por que ensinar? como se ensina e como se aprende?" lembrei-me de alguns episódios que vivenciei na minha vida de estudante, um no antigo ensino primário com um professor de matemática e outro na graduação na disciplina de lógica. O primeiro, o professor faz uma divisão numeral no quadro e pergunta a turma o que ele tinha feito, eu respondi que ele tinha cortado, usei o termo cortar no sentido de dividir, separar. No momento eu estava com uma gilete na mão, pois tinha acabado de fazer a ponta do lápis, não tínhamos ainda lapiseira nessa época e o professor expressou raiva na minha resposta e disse "corte aí seu dedo pra ver o que acontece". Eu fiquei chocada com a resposta dele, como se tivesse cortado de fato o meu dedo. Já na graduação em Filosofia eu tive um professor de lógica muito temido, a maioria dos/das estudantes eram reprovados/as nessa disciplina, ele era antigo na Faculdade e ninguém ousava contrariá-lo. Eu precisei fazer uma prova de segunda chamada e estava só, e ele colocou uma única questão absurdamente impossível de resolver, acho que nem ele mesmo resolveria aquela questão. Eu entreguei a prova sem responder. Em ambas situações eu não soube argumentar, ainda não tinha maturidade para entender de fato a relação de poder estabelecida, fiquei envergonhada e nem pedi auxílio a outras instâncias, pois esses professores eram vistos como autoridades máximas, inquestionáveis. O modelo tradicional que eles tiveram e perpetuaram ainda fazem parte em muitos ambientes de ensino. O Ensino da matemática distanciada da realidade, desprovida de humanidade e ocupando um lugar de absoluta não cabe mais nesse contexto social. Vale destacar a necessidade do professor pesquisador questionar sobre o ensino da matemática e construir propostas que dialoguem com a realidade social, isso encontra consonância quando a autora Garcia diz " a matemática é um elemento central na cultura, na arte, na vida presente, passado...", ou seja não se dissocia do viver, do existir. Trazendo também o sentido de ensinar matemática "para abrir caminhos de sucesso individual no contexto social". Seu ensino pode ser concebido dentro de metodologias que busquem diálogos e construções do saber coletivo.
ResponderExcluirInteressante também a abordagem do Prof. Nilson José sobre a fragmentação no sentido da criação de tantas disciplinas, o que torna o conhecimento diluído e sem articulação com outros conhecimentos tornando a aprendizagem não só da matemática e de tantas outras disciplinas desinteressantes para os/as educandos/as, e o Prof. Ambrósio afirma que a matemática "não se esgota na exatidão, na certeza, na polaridade do certo e errado", mas se torna mais humanizada articulando-se com outros saberes dos atores em contexto.
O texto é sem dúvida uma excelente reflexão acerca do ensino e aprendizagem da Matemática. O fracasso da aprendizagem da Matemática muitas vezes está diretamente ligado a metodologia do professor que prioriza o ensino de conceitos e fórmulas sem contextualizar com a vida diária dos estudantes.
ResponderExcluirA Matemática é a Ciência do raciocínio lógico, da percepção do espaço, da relação do homem com as grandezas de medida, da relação com o dinheiro, com o tempo, etc. Não se pode pensar a Matemática apenas como a Ciência que estuda os números, é preciso pensar como os números estão presentes na vida da humanidade através das práticas sociais.
Para a autora, a Matemática é uma produção cultural e construção social e por isso não tem apenas um único ponto de vistas, mas vários.
O motivo de se ensinar a Matemática, é para desenvolver as competências e habilidades já adquiridas através das relações sociais. Se ensina a Matemática para descobrir novas possibilidades matemáticas.
Por Lorena Bárbara Santos Costa
REFERÊNCIAS
GARCIA, V. C. V. (2009). Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende? Educação, 32(2). Disponível em: . Acessado em: 08 abr. 2021
D’AMBROSIO, Ubiratan; MACHADO, Nilson José. Educação Brasileira 179, 2014 - Disponível em: < https://youtu.be/-vRBZYw_wfw>. Acesso em: 10 abr. 2021
O ensino de matemática possibilita um caminho para uma educação democrática e deve ser ministrado de forma que os conhecimentos prévios, as experiências profissionais e cotidianas dos jovens e dos adultos sejam adequadamente aproveitadas, posibilitando de fato uma melhor compreensão dos problemas sociais vividos pelos jovens e pelos adultos no trabalho, escola, em sua vivência.
ResponderExcluirO autor do texto, faz um arranjo acerca da realidade vivida no chão da escola no processo de ensino aprendizagem da Matemática. No início do texto o mesmo faz uma provocação do ensino primário, com questionamentos o que é Matemática? Do ponto de vista educacional Matemática é um componente curricular obrigatório a se compor a matriz curricular, dos sistemas de ensino, seja da rede pública ou privada, nos dias atuais a normativa educacional Nacional a BNCC (DCNEI) Diretrizes Nacionais da Educação Infantil, traz novas abordagens quanto ao processo de ensino aprendizagem como cumprimento de uma Política Nacional de Educação, desde a primeira etapa da Educação Básica. Tendo em vista ainda, os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da educação básica compostas pela BNCC. Do ponto de vista pedagógico de educador Matemática é um componente curricular importante para o nosso processo formativo integral enquanto sujeito, cidadão, consumidor, econômico, profissional. ” Enquanto que pela percepção dos sujeitos educandos não passa de uma disciplina sarcástica, difícil de compreender, chega a causar pânico nas avaliações escritas”. O método tradicional era apenas com técnica de memorização, (tomada de tabuada com os números de adição, subtração, multiplicação e divisão), até que o aluno não dominasse de forma memorizada uma das operações não avançaria para seguinte, e ainda das vezes era punido (a).O processo de ensino aprendizagem, no contexto atual, pode se ensinar matemática de várias formas, contextualizando a vivencia do educando em seu cotidiano, com didáticas, através de ferramentas de tecnologia, como também partindo do próprio campo de experiência, desde que seja estudante do campo ou da cidade, exemplo de um trabalhador que atua no campo da construção civil, ele precisa entender sistema decimal, metros, centímetros, formas geométricas para aplicar na sua prática cotidiana, quanto um agricultor precisa aplicar a matemática ao pesar os seus animais para comercialização, exemplo de bovinos, caprinos, ovinos, suínos. Como se aprende de fato a Matemática como provoca o autor, através de contextualização e vivencia cotidiano, sistematizando informações e construindo as suas próprias relações de domínio e conceitos, entendendo que é necessário aprender Matemática não apenas para cumprir uma exigência do professor ou concluir os conteúdos, e sim para vida. Enquanto a BNCC define como um conjunto de aprendizagem essencial a todas as etapas e modalidades da Educação Básica, de modo que assegure os direitos de aprendizagem, em conformidade com a educação integral Matemática, sendo necessário desenvolver as habilidades Matemática, como se propõe a BNCC, aplicando no processo de ensino as competências necessárias a se conseguir atingir resultados. Se aplicando a ideia do autor a questão da pesquisa é necessário no processo formativo continuo do professor, para que seja quebrado o absolutismo como verdade acabada, pois cada um interpreta de uma forma, cada sujeito tem a sua forma de ensinar e apreender dentro dos fazeres matemático. Dentro desse processo formativo, é necessário aplicar a pedagogia humanitária, pautada na teoria freiriana, é de extrema importância lidar com essa relação de vínculo entre professor x estudantes, buscando aproximar-se da sua realidade, até por que não se ensina sem diagnóstico, o diagnóstico é necessário na busca do conhecimento prévio, como ponto de partida desse processo de ensino aprendizagem. Relacionando a ideia do autor do texto, como a relação do Vídeo Ubiratan D'Ambrosio e Nilson.
ResponderExcluirReferências
ERNEST, Paul. Philosophy, mathematics and education. International Journal of Education, Science and Technology,v. 20, n. 4, p. 555-559, 1989.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNC C_20dez_site.pdf. Acesso em: 22 de agosto de 2020.
Bom dia ,provocações interessantes querida Jeane
ExcluirDanilo Araujo Guimarães
ResponderExcluirNo vídeo Educação Brasileira 179, os educadores Ubiratan D'Ambrosio e Nilson José Machado dialogam sobre o livro Ensino de Matemática. Os educadores analisam, sob diferentes perspectivas, as dificuldades com o ensino de matemática, e deixam claro que a matemática é necessária para nós seres humanos e faz parte do nosso cotidiano, porém é vista como técnica e muitas vezes desagradável quando relacionada ao ensino. De fato, a matemática é uma das ciências mais aplicadas em nosso cotidiano, mas, a forma como é transmitida na escola, a transforma em um monstro, e isso requer muita atenção e cuidado por parte dos professores, pois a matemática deve ser ensinada com o propósito da formação pessoal, além de apontar ações que podem ser eficazes na formação do cidadão, considerando sempre o que é fundamental. Como defende Ubiratan, a educação deve estar baseada em uma ética de respeito, solidariedade e cooperação para o convívio respeitoso, harmonioso e produtivo de várias culturas. E conforme o texto Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende? de Vera Clotilde Vanzetto Garcia, não existe uma resposta única para esta pergunta. Matemática pode ser vista como um corpo de conhecimentos, uma coleção de técnicas e métodos, o produto da atividade humana, e mesmo como sendo uma atividade em si, a atividade de resolver problemas.
Sobre o porquê ensinar matemática, os pontos e contrapontos contextualizados no diálogo estabelecido pelos autores Nílson Machado e Ubiratan D’Ambrosio deixa claro que o ensino da matemática é essencial para a transformação pessoal e para o exercício da cidadania. Dessa forma, deve-se ensinar a matemática pois ela é um conhecimento utilizado em diversas áreas e além disso ela leva a uma forma de raciocínio e organiza a maneira de pensar. A matemática é específica e intrínseca, e precisa ser ensinado para levar as pessoas a resolverem problemas. Segundo o que diz Vera Clotilde Vanzetto Garcia em seu texto citado acima, a matemática é ensinada com o principal objetivo de desenvolver os conceitos, a linguagem, as ferramentas e o modo de pensar matemático que auxiliam a perceber, descrever e analisar a realidade física e social e que são postos em ação nas práticas sociais. Mas, a matemática deve ser ensinada para abrir caminhos de sucesso individual, no contexto social.
De acordo ao texto de Vera Clotilde Vanzetto Garcia a Matemática tem sido ensinada e vivida como uma experiência pessoal, ativa, colaborativa, intuitiva, criativa, investigativa, cultural, histórica, relacionada com situações humanas, agradável, plena de alegria e de beleza. Do ponto de vista lógico, a matemática deve ser ensinada de forma instigante onde leve o aluno a pensar em matemática como necessária. Porém, os educadores devem procurar situações e métodos diferentes de explorar e demonstrar os conteúdos em sala de aula, deve-se explorar situações do dia-a-dia vivenciadas pelos alunos, ou seja, procurar dentro do assunto estudado mostrar exemplos que façam parte da realidade dos alunos, contribuindo assim para uma aprendizagem significativa, como também para uma formação crítica e reflexiva do aluno, pois a matemática é uma disciplina concebida como meio para a transformação pessoal e para o exercício da cidadania como aponta os autores Nílson Machado e Ubiratan D’Ambrosio nos pontos e contrapontos tecidos no diálogo estabelecido por eles.
Referências
GARCIA, Vera Clotilde Vanzetto. Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende? Educação, vol. 32, núm. 2, mayo-agosto, 2009, pp. 176-184 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Brasil.
UNIVESP. Educação Brasileira 179. Ubiratan D'Ambrosio e Nilson José Machado. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-vRBZYw_wfw Acesso em 12 de abril de 2021.
De acordo com Garcia (2009, p.179), a matemática ". . . consiste em jogos de linguagem com regras e padrões bem definidos, estáveis e duradouros, mas sempre abertos para a possibilidade de mudança." Ele ainda acrescenta que "A Matemática que conhecemos é produção cultural e construção social. É dialógica..." (p.180). Esta concepção da Matemática rompe com uma visão da Matemática como produto, ou seja, como um compêndio de conhecimentos estáticos e acríticos. Esta concepção não atende mais aos anseios da contemporaneidade.
ResponderExcluirO mesmo autor, assinala o porquê deve ensinar a matemática. "Ensina-se a matemática como o principal objetivo de desenvolver conceitos, linguagem, as ferramentas e o modo de pensar matemática que auxiliam a perceber, descrever e analisar a realidade física e social e que são postos em ação nas práticas sociais." (p.181). O propósito posto aqui dialoga com as propostas de emancipação do sujeito. Ou seja, a matemática está a serviço de proporcionar aos sujeitos uma visão mais ampla do mundo a qual ele está inserido.
O autor em seu texto discute sobre as interfaces da aprendizagem. Em suas discussões ele indaga: como se aprende? O ato de aprender, em sua perspectiva, está para além da relação professor-aluno-conteúdo. A aprendizagem mobiliza dimensões subjetivas e sociais. Não se pode separar estas duas dimensões. Ainda que a aprendizagem ocorra em uma dimensão individual, ela é tem com base um contexto social e histórico.
Um outro questionamento pertinente discutido pelo autor é: como ensinar? Apoiado na perspectiva do Construtivismo Social, ele aponta que a ". . . resolução de problemas e metodologias de projetos são opções atuais e bem justificadas teoricamente, para o ensino da Matemática." (p.182). Com esta abordagem, os estudantes sentem-se mais participantes do seu processo de aprendizagem. Há um maior engajamento com a matemática e o ato de produzir conhecimento dá lugar a apropriação irrefletida de saberes desconexos.
O texto propõe um olhar do professor pesquisador em intervenções no espaço escolar no ensino da matemática. Questiona os conceitos que essa disciplina acumulou em sua trajetória escolar, tais como : complexa, fria ,somente dados numéricos ,entre outros ,sem relação humana com a realidade dos educandos.
ResponderExcluirNeste sentido ,as leituras remetem a não existir um único conceito para s matemática, porém sinaliza a importância da promoção intercultural na abordagem do processo ensino aprendizagem, sendo mais criativo e plural.
O educador matemático deve estabelecer um ambiente de aprendizagens em que os educandos interajam e construam saberes matemáticos, não apenas os reproduza, possibilitando uma visão crítica na qual está inserido.
GARCIA, Vera Clotilde Vanzetto. Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende?. Educação, vol. 32, n. 2, p. 176-18. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Porto Alegre, Brasil, 2009. Acesso em: 04 abr. 2021.
Vídeo: Educação Brasileira 179 - Ubiratan D'Ambrosio e Nilson José Machado. Acesso em: 04 abr. 2021.
Buscando responder aos questionamentos propostos na atividade trago considerações acerca do artigo “Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende?” da autora Garcia que traz diversas concepções da matemática. Destaco, inicialmente, a citação de Imenes (1990) “matemática como um conhecimento, produto, conjunto acabado e completo de conteúdos, passível de ser transmitido numa formalização e organização rígida” abordando uma visão tradicional, aonde o professor ocupa o papel central do ensino/ aprendizagem e o aluno é um aprendiz passivo. Traz Fiorentini (1995) que destaca “modos historicamente construídos de ver e conceber a melhoria do ensino da matemática” trazendo tendências. Ressalta Ernest, com a dedicação para aprimorar o modelo do Construtivismo Social, que serve de base para as respostas propostas na atividade.
ResponderExcluirAo indagar o que é matemática? Conclui-se que não há uma resposta única e que segundo o Construtivismo Social “a matemática consiste em jogos de linguagem com regras e padrões bem definidos” envolvendo-se em questões sociais e comunitárias.
Por que ensinar matemática? A autora enumera “ dar oportunidades aos jovens de competir no mercado de trabalho, desenvolver o pensamento lógico, auxiliar na resolução de problemas, por ser patrimônio da humanidade”.
Como se aprende matemática? Ligadas aos significados e interesses pessoais, fato extremamente ligado as decisões docentes sobre as metodologias aplicadas na sala de aula.
Como ensinar matemática? Destaca uma visão filibilista da matemática e construtivista-social da aprendizagem “ensinada e vivida como uma experiência pessoal, ativa, colaborativa, intuitiva, criativa, investigativa, cultural, histórica, relacionada com situações humanas, agradável, plena de alegria e beleza”, destacando a qualidade das relações professor-aluno.
Correlacionando com o como se ensina e como se aprende trago a entrevista de Ubiratan D’Ambrosio e Nilson José Machado abordam a forma como o conhecimento matemático é tratado enquanto disciplina, de forma fragmentada. D’Ambrosio destaca “a matemática é extremamente dinâmica, tudo que acontece no mundo tem a sua influencia no fazer matemático”.
REFERÊNCIAS
GARCIA, V. C. V. (2009). Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende? Educação, 32(2). Disponível em: . Acessado em: 26 abr. 2021
D’AMBROSIO, Ubiratan; MACHADO, Nilson José. Educação Brasileira 179, 2014 - Disponível em: < https://youtu.be/-vRBZYw_wfw>. Acesso em: 26 abr. 2021
Comentário acima de Patricia Santiago Ferreira
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