23/03/2021
Atividade assíncrona
Leitura do texto: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: SOBRE APRENDER E ENSINAR CONCEITOS
Para acessar o texto completo clique no link: http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF
No vídeo: Conversa entre Paulo Freire, Ubiratan D'Ambrosio e Maria do Carmo Domite, teremos mais subsídios para a discussão.
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ
A seguir, vamos participar do fórum de discussões na sessão comentários.
Após a leitura do texto lanço a vocês o seguinte questionamento: Qual a Matemática para a Educação de Jovens e Adultos é coerente?
ResponderExcluirO ensino da Matemática para a Educação de Jovens e Adultos deve considerar as especificidades de seus sujeitos e de seus tempos da vida – juventude e vida adulta (ARROYO, 2005, p.3). Desse modo, reconhecer seus percursos humanos e escolares, suas vivências, experiências e saberes é indispensável ao se pensar os saberes e fazeres matemáticos para esses estudantes. Nesse prisma, o artigo “Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos” de Zélia Porto e Rosângela Carvalho, evidencia a importância de os docentes identificarem o que os estudantes da EJA já sabem e quais são as aprendizagens emergenciais para definir o ponto de partida e caminho para a construção de conhecimento.
ExcluirConsiderando o artigo supracitado, é importante destacar ainda que, para o ensino da Matemática na EJA é preciso intencionalidade didática, considerar os conhecimentos prévios, a percepção que o aluno tem da escola, do professor, suas expectativas, motivações, crenças, estratégias e o sentido que ele atribui à própria atividade da aprendizagem, isso porque o ensino da Matemática deve ser significativo a esses estudantes, de modo que o aluno consiga aplicar com competência em seu cotidiano o que aprendeu em sala.
Vale destacar também a importância da Matemática para a EJA, principalmente para preparar esses estudantes para lidarem com situações que envolvam conhecimentos matemáticos no mundo do trabalho, como contagem, medição e cálculo. Ademais, como afirma Paulo Freire em entrevista a Ubiratan D’Ambrosio e Maria do Carmo Domite, a Matemática está a nossa volta, faz parte de nossa vida, por isso o indivíduo precisa desenvolver habilidades matemáticas, para participar “matematicamente do mundo” como “corpos conscientes matematicizados na sociedade”, ou seja, uma ação diretamente ligada a apropriação e desenvolvimento da cidadania.
Portanto, é preciso aos docentes da EJA distanciar-se do modelo tradicional de ensino da Matemática por meio de memorização de regras, manipulação simbólica de números e aproximar-se de apropriação de significados através de situações reais, relações sociais e culturais, ou seja, uma prática engajada em que o estudante é o protagonista desse processo, através de situações didáticas que envolvam a resolução de problemas, interpretação de situações, busca de estratégias coletivas de solução, discussão de pontos de vistas e diferentes formas de solução.
Por conseguinte, é preciso rever as formas de ensinar e de aprender a Matemática na EJA e para isso, a teoria da atividade orientada para objetivos, como sustentam Vygotsky (1988) e Leontiev (1972), defendem a produção e apropriação de conhecimentos por meio de interações socioculturais interdependentes e recíprocas. Daí a construção do conhecimento ser dissociado de um processo isolado. Assim, cabe ao professor – enquanto mediador de interações na sala de aula - se atentar para o momento de transpor os conhecimentos prévios dos estudantes, socialmente construídos às situações didáticas de ensino de conteúdos da Matemática.
Referências:
ARROYO, Miguel González. Educação de Jovens-adultos: um campo de direitos e de responsabilidade pública. In Diálogos na educação de Jovens e adultos organizado por Leôncio Soares, Maria Amélia de Castro Giovanetti Nilma Lino Gomes, Belo Horizonte: autêntica, 2005.
Texto: Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF) Acesso em: 21 mar. 2021.
Vídeo: Conversa entre Paulo Freire, Ubiratan D'Ambrosio e Maria do Carmo Domite (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) Acesso em: 21 mar. 2021
A leitura do texto referenciado pela professora me fez, relembrar momentos na escola, pude revivier as dificuldades de aprender que tive com os conceitos matematicos, pois assim como um dos casos do texto eu realizava os calculos sempre por um caminho diferente do que o professor indicava e o resultado era o mesmo, porém era errado para o professor. A minha frustação com a matematica percorreu toda a minha educação basica ate o ensino médio. Conforme Freire em entrevista ( https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) “A percepção matemática de estar no mundo”, conforme o mesmo o esforço deve ser de todos de nos percebermos corpos matematicisados. Para o mesmo quando a vida que se transforma em existência a mesma se matematiza, ou seja cria-se uma forma matemática de estar no mundo. Os movimentos do dia a dia são matemáticos, como olhar o relógio, calcular o tempo de chegar a algum lugar. A postura elitista da escola subestimando o conhecimento comum em detrimento do conhecimento acadêmico, a escola deve ser a compreensão de mundo do aluno, a valorização do conhecimento prévio. Para o mesmo o individuo é inconcluso e isso leva a essa busca do saber e cabe ao educador saber-se nessa condição. Corroborando com a fala de Freire acima, o texto em questão Educação Matemática na educação de jovens e adultos: Sobre aprender e ensinar conceitos traz a discussão os caminhos que a escola ainda percorre para ensinar conceitos matematicos estão desvinculados de uma realidade, dissociados de representações diversas e de interações sociais sem levar em conta os significados entre a mente, o ambiente, e a atividade.
ExcluirReferencias
Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF) Acesso em: 21 mar. 2021
Vídeo: Conversa entre Paulo Freire, Ubiratan D'Ambrosio e Maria do Carmo Domite (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) Acesso em: 21 mar. 2021
Suas colocações são interessantes. Por favor, seu nome?
ExcluirCom base no dialogo abordado por Porto e Carvalho (2000) em relação à forma de aprender e ensinar sobre a matemática é abordado o aspecto puramente memoristico que muito se replica no cotidiano não tão distante e que ainda é propagado inconscientemente ou conscientemente, em que é reflexo apenas para reproduzir de forma mecânica o aprendizado, o que não é o suficiente para definir como meio coerente para o aprendizado da Matemática na EJA.
ResponderExcluirJá em contrapartida, sobre outra perspectiva e com um olhar atencioso ao ensino da matemática às autoras Porto e Carvalho (2000, p.1) resinificam o ensino “Partimos da concepção de que compreender é construir significados.” Dessa forma, o ensino e aprendizado da Matemática devem ser trabalhados de forma a gerar uma relação com os indivíduos no pensar e compreender os ensinamentos dando margem à construção do conhecimento, mantém por parte do professor o acolhimento no ensino a fim de reverberar novos olhares de aproximação com relação à Matemática.
Reforçando a importância da construção do conhecimento, na entrevista Paulo Freire and Ubiratan D'Ambrosio, ao abordar sobre a matemática Paulo Freire explana sobre o papel e os esforços do homem e da mulher em para além do profissional (matemáticos, biólogos, carpinteiros...) a importância de se reconhecer como corpos matemáticos, nossa contribuição ao mundo e na comunicação.
Para Paulo Freire, a matemática vai além das informações teóricas em aprender como 4x4 são 16, e sim está relacionado no cotidiano, no dia a dia desde o momento em que se acorda e tem ações a realizar durante o dia, como base a fragmentação do tempo. Desse ponto de vista, a matemática não deve ser passada como uma obrigação, imposição ao aprendizado, o papel do professor não deve se resumir ao ensino de transferir o conhecimento por se só. Mas de preparar o espaço de ensino, criando condições para que o conhecimento seja construído e reconstruído.
De acordo com as informações explanadas por Porto e Carvalho (2000, p.1) e na entrevista dada por Paulo Freire, é possível se chegar à conclusão de que a Matemática é ensinada de diferentes vertentes sendo estas algumas vezes não agente de transformação, e que se propagada no ensino, mas que é possível ter um ensino e aprendizagem mais coerente sobre a matemática e que em resumo por Freire pode contribuir para a cidadania, destacando assim como um aprendizado atrelado a um ensino continuo e que desperte o interesse e a aproximação dos alunos da EJA.
Referências:
Texto: PORTO, Zélia Granja. CARVALHO, Rosângela Tenório de. Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos. 2000. (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF) Acesso em: 22 mar. 2021.
Vídeo: Paulo Freire and Ubiratan D'Ambrosio / Original em Português. (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) Acesso em: 22 mar. 2021.
Marcos Marcilio Eça Santos
ResponderExcluirPude refletir da leitura do texto e assistindo ao vídeo que um processo de ensino da Matemática não é apenas o memorizar de símbolos, regras ou algoritmos, mas sim fazer esses conceitos serem apreendidos pela própria dinâmica social, não há forma melhor de aprendizado do que inserir os conceitos que devem ser apreendidos dentro do próprio quadro social vivido. Aliás isto é corroborado por Paulo Freire na entrevista ao afirmar que as pessoas devem ser reconhecidas como “corpos conscientes matematicizados”. Colocar a aprendizagem da Matemática como um meio mecânico é impedir que a pessoa compreenda e adquira um processo pronto sem o devido discernimento acerca do seu contexto, é necessário o consciente explicitado por Paulo Freire na entrevista. É o que o texto coloca, que a aprendizagem está numa rede ampla de significados. Se os conceitos são passados sem estarem inseridos em um significado para aquela pessoa, estes conceitos não restarão apreendidos, mas apenas memorizados para um fim específico. Sendo assim o adquirir conhecimento deve estar inserido no contexto social, como forma de apreensão efetiva, pois somente dessa forma estaríamos de maneira perene trazendo e estabelecendo o real conhecimento.
Referências:
Texto: PORTO, Zélia Granja. CARVALHO, Rosângela Tenório de. Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos. 2000. (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF) Acesso em: 25 mar. 2021.
Vídeo: Paulo Freire and Ubiratan D'Ambrosio / Original em Português. (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) Acesso em: 25 mar. 2021
No texto "Educação Matemática na EJA: sobre aprender e ensinar conceitos de PORTO e CARVALHO (2000), há uma preocupação em pontuar a aprendizagem significativa de um conteúdo a partir da memorização compreensiva numa rede de significados. A compreensão nesse sentido é construir significados. E estes por sua vez, são gerados nas relações entre mente, ambiente sócio cultural e atividade, mediados por argumentações e representações matemáticas e pelas interações sociais. Apoiadas em Vygotsky, Leontiev e Saxe, as referidas autoras propõem três princípios que dão suporte a visão de compreensão da Matemática.
ResponderExcluirAssim o conhecimento é posto ora como produzido e apropriado no contexto sócio cultural, ora se confirma como conceitos independentes ou também como sendo compreensão e construção de significados a partir do social e da produção cultura.
Deve-se ensinar aos alunos uma Matemática que prese pela compreensão de conceitos em detrimento da memorização. Deve-se assim, ensinar aos alunos diversos mecanismos que proporcione e enfatize as interrelações entre práticas culturais e processos cognitivos.
É importante promover um saber matemático específico e socialmente construído com transposição didática de conhecimentos, valorizar o conhecimento e as experiências acumuladas ao longo da sua existência.
Portanto, ao ensinar Matemática para a EJA deve-se estabelecer vínculos abstratos entre os símbolos e as quantidades que representam. Sempre procurar estabelecer reflexões que deem conta de perceber que a compreensão é socialmente construída e mediada por representações e interações sociais.
Danilo Araujo Guimarães
ResponderExcluirNo texto "Educação Matemática na EJA: sobre aprender e ensinar conceitos de PORTO e CARVALHO (2000), há uma preocupação em pontuar a aprendizagem significativa de um conteúdo a partir da memorização compreensiva numa rede de significados. A compreensão nesse sentido é construir significados. E estes por sua vez, são gerados nas relações entre mente, ambiente sócio cultural e atividade, mediados por argumentações e representações matemáticas e pelas interações sociais. Apoiadas em Vygotsky, Leontiev e Saxe, as referidas autoras propõem três princípios que dão suporte a visão de compreensão da Matemática.
Assim o conhecimento é posto ora como produzido e apropriado no contexto sócio cultural, ora se confirma como conceitos independentes ou também como sendo compreensão e construção de significados a partir do social e da produção cultura.
Deve-se ensinar aos alunos uma Matemática que prese pela compreensão de conceitos em detrimento da memorização. Deve-se assim, ensinar aos alunos diversos mecanismos que proporcione e enfatize as interrelações entre práticas culturais e processos cognitivos.
É importante promover um saber matemático específico e socialmente construído com transposição didática de conhecimentos, valorizar o conhecimento e as experiências acumuladas ao longo da sua existência.
Portanto, ao ensinar Matemática para a EJA deve-se estabelecer vínculos abstratos entre os símbolos e as quantidades que representam. Sempre procurar estabelecer reflexões que deem conta de perceber que a compreensão é socialmente construída e mediada por representações e interações sociais.
Referências:
Texto: PORTO, Zélia Granja. CARVALHO, Rosângela Tenório de. Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos. 2000. (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF) Acesso em: 22 mar. 2021.
Vídeo: Paulo Freire and Ubiratan D'Ambrosio / Original em Português. (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) Acesso em: 22 mar. 2021.
ExcluirNa leitura do artigo “Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos” de Zélia Porto e Rosângela Carvalho fica explicito que o modelo tradicional, baseada na manipulação de símbolos, na memorização de regras não tem mais espaço na educação atual. Dessa forma, a matemática para os sujeitos da EJA deverá priorizar a aprendizagem significativa, que acontece pela valorização de suas vivências e experiências ao longo da vida, aonde o estudante aprende pelas interações sociais. Nesse contexto, o professor, através da intencionalidade didática, deve valorizar os conhecimentos prévios, a percepção que o aluno tem da escola, do professor e das atuações, as motivações e estratégias. Ressalta a importância das dimensões do ato pedagógico no ensino de conceitos matemáticos para que a matemática tenha coerência para a EJA. É preciso que o professor detenha do saber matemático específico e socialmente construído, e que na transposição desse conhecimento, valorize as características dos indivíduos e seu cotidiano, permitindo que os alunos compreendam situações didáticas específicas.
Cabe enfatizar as palavras de Paulo Freire em entrevista a Ubiratan D’Ambrosio e Maria do Carmo Domite, quando afirma que precisamos nos reconhecer como corpos conscientes matematicizados, pois a vida que vira existência se matematiza. Cabendo ao professor mostrar a naturalidade do exercício matemático a partir de situações do dia-a-dia e permitindo que a contribuição do conhecimento comum (o que o aluno sabe) venha fazer parte das situações didáticas na sala de aula.
Referências:
PORTO, Zélia Granja. CARVALHO, Rosângela Tenório de. Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos. 2000. (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF) Acesso em: 23 mar. 2021.
Vídeo: Paulo Freire and Ubiratan D'Ambrosio / Original em Português. (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) Acesso em: 23 mar. 2021.
O texto enfatiza uma prática docente pelo método tradicional de ensino, na qual o estudante era mero receptor de informações sem contexto no que se passava, enquanto o professor era mero reprodutor de informações, pois não instigava a curiosidade e sim as regras sem significado ao se aplicar no seu cotidiano.
ExcluirO ensino da Matemática deve ser para a vida, através de um ensino crítico que possibilite aos estudantes condições para interagirem no meio em que vivem. A Etnomatemática é um caminho para o ensino da Matemática do cotidiano a partir da cultura dos estudantes.
ResponderExcluirPara ensinar para os sujeitos da Educação de Jovens e Adultos, é precisonpensar na proposta didática levando em consideração os saberes e trajetórias dos estudantes, sua forma de enxergar e interagir no mundo. O ensino dos conceitos matemáticos devem está atralados ao conhecimento de mundo dos estudantes.
Por Lorena Bárbara Santos Costa
Referências:
PORTO, Zélia Granja. CARVALHO, Rosângela Tenório de. Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos. 2000. (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF) Acesso em: 08 abril. 2021.
Vídeo: Paulo Freire and Ubiratan D'Ambrosio / Original em Português. (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) Acesso em: 08 de abril. 2021.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirDiante das leituras e da entrevis apresentada, pode-se afirmar que as práticas educativas contextualizadas precisam estar presentes no ensino e aprendizagem das diversas areas de conhecimento, sendo importante e necessário tornar o ambiente escolar um contexto agradavel para o educando, no qual haja troca de experiências entre ele e o professor. Entretanto, destaca-se que a contextualização dos conhecimentos matemáticos não é uma tarefa fácil e não deve envolver apenas atividades do cotidiano dos alunos, evitando assim que o ensino desta disciplina se restrinja a uma dimensão utilitarista. Neste contexto, destaca-se a figura do professor que precisa saber como utilizar esse método da melhor maneira possível, abordando todos os saberes matemáticos com objetivo definido. Nesta direção, a contextualização apresenta o conteúdo através de uma situação problematizadora que dá sentido ao conteúdo abordado em sala de aula.
ResponderExcluirApós a leitura do texto e de uma reflexão com base em outras leituras, acredito que a Matemática, para ser coerente com os pressupostos da Educação de Jovens e Adultos, ela precisa dialogar com a trajetória de vida destes sujeitos. Sobretudo no tocante ao seu repertório de saberes e fazeres construídos em suas vivências. Quando estes retornam/adentram no ensino regular, trazem consigo saberes matemáticos construídos em suas interações sociais cotidianas. A problemática está justamente quando estes saberes não são considerados nas propostas pedagógicas. Nesse sentido, percebemos que há uma convergência entre a matemática do cotidiano e uma matemática da escola.
ResponderExcluirO texto relata inicialmente situações desconcertantes que muitos de nós passamos na nossa trajetória escolar, com relação a disciplina da Matemática. As resoluções de problemas eram frequentemente decorridos a memorização de fórmulas e resultados prontos ,sem muito sentido ou construção de etapas de fato,sem muita relação com a realidade e constantemente poucas aprendizagens neste sentido .
ResponderExcluirRevela os desafios para os atuais educadores matemáticos em promover essas aprendizagens significativas rompendo com um modelo tradicional de memorização para um processo social,com a participação real vinculada dos sujeitos ao cotidiano.
Para a Educação de Jovens e Adultos essa relação é essencial pois são pessoas que possuem conhecimento acumulado, motivações ,competências, saberes e atitudes particulares, como Freire discute no vídeo, a importância do ponto de partida ser a a partir do mundo do educando e não do educador . Está concepção elitista que a escola tem desvaloriza o saber próprio dos sujeitos, provocando rupturas ao invés de proporcionar superações e novas aprendizagens.
Referências:
Texto: PORTO, Zélia Granja. CARVALHO, Rosângela Tenório de. Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos: sobre aprender e ensinar conceitos. 2000. (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF) Acesso em: 22 mar. 2021.
Vídeo: Paulo Freire and Ubiratan D'Ambrosio / Original em Português. (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=o8OUA7jE2UQ) Acesso em: 22 mar. 2021.