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Estudos fundamentados na Etnomatemática (01/06/2021 - assíncrona)

 12) 01/06/2021 (assíncrona)

Texto: 

A construção de saberes matemáticos entre jovens e adultos do Morro de São Carlos

Maria Cecília de Castello Branco Fantinato

Resumo

O texto procura compreender as relações entre os conhecimentos matemáticos construídos por jovens e adultos trabalhadores na vida cotidiana e os conhecimentos matemáticos escolares. Para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa etnográfica no Morro de São Carlos, Rio de Janeiro, acompanhando a rotina local de um curso de educação de jovens e adultos, assim como aspectos da vida diária dos alunos e da vida comunitária na favela. Os resultados indicaram uma estreita associação entre o uso de habilidades matemáticas no cotidiano com a necessidade de garantir formas de sobrevivência, assim como a importância de fatores afetivo-emocionais como impulsionadores de raciocínio matemático. O mundo da escola e o mundo da vida cotidiana apareceram como separados, assim como os conhecimentos matemáticos pertencentes a um ou outro contexto.

Disponível em https://www.scielo.br/j/rbedu/a/6xBvDs8HY6G3TTNvXb5TbkN/?lang=pt


Vídeo: Vida de cientista: Ubiratan D’Ambrosio (UNIVESP)

Disponível em  https://youtu.be/A4WRwftHXeo

Comentários

  1. No artigo “A construção de saberes matemáticos entre jovens e adultos do Morro de São Carlos” de Maria Cecilia de Castello Branco Fantinato” e no vídeo do professor de matemática Ubiratan D’Ambrósio podemos refletir sobre o que é etnomatemática. Após a leitura do artigo e depois de assistir ao vídeo percebe-se que a etnomatematica é o principal assunto dos dois materiais. Nota-se que a ideia de que a matemática está presente em diferentes conceitos socio culturais é bem aceita pelo mundo dos matemáticos, mesmo aqueles mais saudosistas entendem que lá no fundo é um pouco instigante tentar entender como uma pessoa que nunca foi na escola consegue ser tão bom em cálculos mentais, como uma pessoa que nunca estudou matemática consegue entender que 1 dúzia é 12.
    São muitas perguntas que fizeram com que muitos estudiosos embarcassem nessa busca pelas explicações desses fenômenos, entre esses estudiosos o professor Ubiratan D’Ambrósio foi um dos que mais se destacou tentando explicar a existência da etnomatematica. D’Ambrósio destaca que a Etnomatemática é um conceito amplo que busca entender como a espécie humana desenvolveu seus meios de sobrevivência e transcendência, não restringindo-se, às ideias, práticas e técnicas matemáticas.
    Hoje em dia, com o ensino cada vez mais diversificado e com tantas características e realidades diferentes em sala de aula a etnomatemática pode ser amplamente difundida partindo do pressuposto que cada um dos alunos tem um conhecimento prévio em matemática que pode ser estudado e debatido em sala de aula. Claro que a matemática “pura” e com suas regras que sempre foi ensinada não pode deixar de existir pois, ela é fundamental para o desenvolvimento técnico e científico da humanidade, mas se abordamos a etnomatemática e tentar entender como cada um compreende a matemática será muito mais fácil para o aluno compreender a matemática que é ensinada nas escolas.
    A etnomatemática, não pretende acabar com a matemática e sim enaltecer a matemática de culturas diferentes que é desenvolvida longe dos espaços escolares, então a etnomatemática busca valorizar cada um desses conhecimentos.

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